** MÃE JUJU TY ÒSÚN **

 

                                                        ***   IYA JUJU TY ÒSÚN   ***

 

juvergínia Cerqueira de Amorim dos Santos ou Mãe Juju ty Òsún, Nascida aos 23 de Junho de 1938 * (Muritiba-Bahia), Iyàlórìsà do candomblé do Ilè Maróketù Àsè Òsún em São Paulo. Filha biológica de Pai Nézinho ty Ògún de Muritiba, e (Òmòrìsà) filha de santo, Mãe Menininha do Gantois. Iyàlóde do Àsè Portão Muritiba - Bahia


Mâe Juju ty Òsún

MATRIARCA DO CANDOMBLÉ PAULISTA

                                        Fone: (11) 2910-9369

 

 

 

** Familia Àsè Portão Muritiba - BA **


 

Trajetória:

Tudo começa em janeiro de 1941, quando a menina de apenas dois anos e sete meses de idade se iniciava na Cidade de Muritiba – BA, pelas mãos da Rainha do Gantois e do candomblé bahiano, Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Mãe Minininha do Gantois). Filha biológica do saudoso Manoel Cerqueira de Amorim, (Pai Nezinho do Gantois ou Pai Nezinho de Muritiba) fundador do Àsè Ibècé Aláketú Ògún Mejeje, do bairro Portão no recôncavo bahiano na Cidade de Muritiba no Estado do Bahia.

A Iyàlódé Juju ty Òsún, mãe de Vera, Valmir, Valdir, Vânia. Todos iniciado de Òrìsà em Muritiba.

Seu Pai Manuel  Cerqueira Amorim (Pai Nezinho ty Ògún), fundava em São Paulo o "Ilè Màróketù Àsè Òsún", inaugurado após a sua morte,  e como herdeira "Iya Juju ty Òsún e Posto de Iyàlóde no Àsè Ibècé Aláketù Ògún Mejeje (Àsè Portão Muritiba BA). 

 


  Roça em Muritiba - BA

Em (2011) aos 72 anos e 7 meses idade e aos 70 anos dedicado aos Òrìsàs, mulher de fibra, de temperamento forte, espalhafatosa, decidida e amorosa com aqueles que lhe dão carinho. Temerosa por alguns, e respeitada no Brasil, como umas das Iyàlórìsàs mais velha no meio sacerdotal do (candomblé). Irmã de Jorge, Branco, Cacho, Suro e Bem. Chamada família Àsè Ibècé Alàketù Ògún Mejeje da Cidade de Muritiba-BA.   

 

Fundador do Àsè Ibècé Alàketù Ògún Megege 

Pai Nezinho de Muritiba, Manuel Cerqueira do Amorim ou Nezinho Bom no Pó, era um Bàbálórìsà do candomblé do ''Àsé Ibècé Alàketù Ògún Megégé'' no sitío portão na cidade de Muritiba, onde Mãe Rosinha de Sàngó era a Iyàmòró da casa.

O Pó (atin) a que se refere o título também chamado de Zorra (kindoko) era preparado com raízes, folhas, e muitos ingredientes próprios para feitiço. A receita só era conhecida pelos mais velhos, que não ensinavam para ninguém. Muitos Bàbálórìsà ficaram famosos por serem Bom no Pó ou Bom de Pó.
 

Descendentes:
Mãe Cacho assumiu a roça em Salvador no ano de 2007,
Mãe Juju assumiu sua Casa em São Paulo

 

Iniciação:

O Bàbálórìsà Nezinho do Muritiba foi iniciado por Maria da Glória Nazareth antecessora a Mãe Menininha do Gantois e era o Bàbá Egbe do Gantois onde ainda é lembrado e respeitado, na nação de Ketu. Pai Nezinho de Muritiba, iniciou em 1937 Luiza Franquelina da Rocha, Gaiaku Luiza.

Roça:

Prefeitura Municipal de Governador Mangabeira Rua Manoel Cerqueira Amorim, s/n Centro - Governador Mangabeira - BA
Homenagem do municipio.

 

Mãe Menininha do Gantois

Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Salvador, Bahia, *10 de fevereiro de 1894  - 13 de agosto de 1986), conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi uma Iyàlórìsà (mãe-de-santo) brasileira, filha de Òsún.

Nasceu, no dia de Santa Escolástica, na Rua da Assembléia, entre a Rua do Tira Chapéu e a Rua da Ajuda, no Centro Histórico de Salvador, tendo como pais Joaquim e Maria da Glória. Descendente de escravos africanos, ainda criança foi escolhida para ser Iyálórìsá do terreiro Ilè Iyà Omi Àsè Iyàmássé, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria.
Foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino. “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”.
Foi iniciada no culto dos Òrìsàs de Ketù aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de batismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kèkérè - em referência à sua posição hierárquica, Iyà Kèkérè (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyàlórìsà do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois.

Mãe Menininha do Gantois Nasceu em *10 de fevereiro 1894 e faleceu em Salvador em 13 de agosto de 1986 de causas naturais, aos 92 anos de idade.

O terreiro está localizado na Rua Mãe Menininha do Gantois (antiga rua da Boa Vista, renomeada em 1986), no Alto do Gantois, bairro da Federação, em Salvador. Após a sua morte, seus filhos deixaram seu quarto intacto, com seus objetos de uso pessoal e ritualísticos. O aposento foi transformado no Memorial Mãe Menininha e é uma das grandes atrações do Gantois.

                                                                                                                                                                                                                         ESCRITO E EDITADO POR: Waldo Gomes Silva